Por professor Luiz Eduardo Gasparetto – Pós em Gestão

Consideramos como da geração Y as pessoas que, hoje, têm entre 20 e 30 anos de idade mais ou menos (nada tão rígido). A geração X são os pais da geração Y, isto é, pessoas que hoje têm entre 45 e 60 anos.

A geração Y tem como característica ser ávida por tecnologia e por novidades e muito rápida nas coisas. Um jovem dessa geração quer ter respostas para ontem (foram acostumadas assim pelo Google) e por isso não tem muito paciência para esperar. Esse jovem na geração Y é chamado de “nativo da tecnologia”, porque nasceu e se criou na era tecnológica, diferente dos antecessores, a geração X, que teve que migrar para essa nova tecnologia. No trabalho quer o aumento para ontem, a promoção para ontem, a resposta do chefe para ontem, tudo para ontem.

É impulsivo e, por isso, não pensa duas vezes para começar um projeto, para mudar de emprego, para mudar de produto. Não se fideliza nem ao produto nem a empresa nem a uma marca. Respeita a autoridade pelo conhecimento e pelo que ela pode lhe ensinar, mas não pelo poder do cargo. Para ele a máxima “chefe é chefe e deve ser obedecido por isso” não funciona.

Além disso, precisa receber feedback constante para ter certeza de que seu trabalho e esforço está sendo reconhecido.

Já a geração X (antecessora da Y) é mais conservadora, normalmente fica fiel a uma empresa (diz com orgulho “trabalho nesta empresa há 30 anos”), fiel a um produto (sempre comprei carros desta marca), demora um pouco mais para agir porque gosta de planejar as coisas com mais cuidado e de pensar muito antes de decidir. Respeita a hierarquia pelo cargo e faz plano de carreira na mesma empresa. O feedback constante não é tão fundamental.

Tanto em casa quanto no trabalho é possível perceber com certa facilidade a diferença entre essas gerações. Em casa, os pais (geração X) ficam assustados quando notam o filho (geração Y) estudando ao mesmo tempo em que escuta musica, vê TV e olha seus e-mails ou Facebook. Não era assim que eles estudavam, precisavam de silêncio e concentração nos cadernos e livros.
Ficam assustados com o que consideram falta de respeito do filho com os mais velhos (os próprios pais, professores) porque ele não escuta muito seus conselhos e orientações achando que, na verdade, eles não sabem mito das coisas.

Na empresa os chefes não entendem o que consideram falta de respeito com eles quando os questionam sobre uma tarefa que lhes foi passada, a falta de vontade de se fidelizar a empresa, a maneira rápida como começam um projeto sem mais planejamento e como recomeçam com tranqüilidade um projeto que não deu certo.

Pontos positivos da geração Y no trabalho: conhecimento de tecnologia, rapidez nas decisões, questionamentos que estimulam a criatividade, agilidade nos processos e a quebra do “sempre foi assim”.

Pontos não tão positivos da geração Y no trabalho: as vezes desrespeito exagerado a hierarquia, superficialidade (não se aprofundam muito nos assuntos), dificuldade de relacionamento pessoal (se relacionam, por facebook, instagram etc).
E como as empresas podem se relacionar melhor com a geração? Primeiramente, é preciso estabelecer um dialogo entre gerações Y e X permitindo mostrar uma a outra as vantagens de cada uma.

O chefe, que normalmente é da geração X, precisa explicar ao subordinado Y o que deseja exatamente como resultado da tarefa que foi passada, quais os limites de atuação do subordinado, qual o prazo final para entrega do trabalho. Com isso ele vai ordenando um pouco essa aparente total liberdade do subordinado Y e, de alguma maneira, controlando um pouco a sua (do Y) ansiedade. Ao mesmo tempo dar a ele a oportunidade de criar, inovar e empreender, principalmente com o uso de novas tecnologias.

Deve também mostrar a ele como funciona a empresa, coloca-lo por dentro das possibilidades da empresa para o futuro. Falar sempre em futuro, não tentar identifica-lo com o passado da empresa, mas com o futuro.

Não podemos esquecer que essa geração Y está entrando firme no mercado de trabalho, com alguns já chegando a posições de chefia. Ainda não dominam o mercado de trabalho, ainda temos muita gente da geração X principalmente em postos de comando, mas estão chegando com força.

E quando chegarem às posições de comando hoje ocupadas pela geração X com certeza sua atuação será diferente, com certeza enfrentarão outros problemas, porque a geração Y, ao chegar ao poder substituindo a geração X, encontrará chegando ao mercado uma nova geração: a geração Z. E ai….

Categories: Gestão, todas

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