Além de Empreendedor é Preciso ser Gestor

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Segundo uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2010), divulgado neste mês pelo Sebrae e apresentada na edição de 26 de abril de 2013 no portal da revista Exame, o brasileiro é o povo mais empreendedor do G20 e também entre os Brics (menos Índia que não participou da pesquisa), deixando para trás China, Estados Unidos, Austrália e Argentina.

É um dado muito importante porque mostra como nosso povo tem espírito empreendedor e está sempre disposto a arriscar tempo e economias para começar novos negócios e virar patrão, ou por necessidade (perda de emprego, por exemplo) ou por enxergar oportunidades no mercado.

Por outro lado, também é muito alto no país a taxa de mortalidade de empresas com ate 3 anos de existência. De cada cem empresas abertas no Brasil, 48 encerraram suas atividades em três anos. O dado faz parte de um estudo feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações de 2010.

Segundo a pesquisa do IBGE, de um total de 464.700 empresas que iniciaram suas atividades em 2007, 76,1% continuavam no mercado em 2008, 61,3% sobreviveram até 2009 e apenas 51,8% ainda estavam abertas em 2010, ou seja, quase a metade (48,2%) fechou as portas.

Apesar da taxa de mortalidade estar diminuindo, conforme informa o SEBRAE, ela ainda é alta e, de acordo com o próprio SEBRAE, essa mortalidade é causada principalmente por dois motivos: falta de planejamento e incapacidade gerencial.

Muitos dos novos empreendedores imaginam que basta ter algum capital e um sonho para se tornar empreendedor e ter sucesso. Investem as vezes todo o dinheiro economizado mais aquele obtido de uma demissão, por exemplo, e “metem as caras”, muitas vezes confiando menos na necessidade de capacitação e mais no imponderável: “se tudo der certo”, “se Deus ajudar”, “se o mercado estiver favorável” etc.

Vão com a cara e a coragem e o resultado é o apresentado na pesquisa do IBGE: depois de 3 anos praticamente metade das empresas que surgiram com tantas esperanças de seus empreendedores desapareceram.

Por isso é fundamental a preparação teórica do novo empreendedor no que diz respeito à gestão, principalmente para aqueles que não tiveram experiência prática nessa função. A preparação teórica permite contato com as experiências de professores e também de colegas que, muitas vezes, já são gestores e que também podem auxiliar o novo empreendedor.

Os cursos de MBA em Gestão que surgem hoje para ajudar o empreendedor, como os da Universidade Gama Filho, por exemplo, que são apresentados nas versões presencial e à distância, são uma forma de preparar esses novos empreendedores para exercer, também, o papel de gestores, cuidando não só de realizar o sonho de empreender, mas também de manter esse sonho caminhando para o sucesso.

Categories: Gestão, todas

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