Concorrente: Uma Ameaça ou uma Oportunidade?

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Muitas pessoas nas empresas encaram o concorrente como uma ameaça aos seus negócios e que, por isso precisa ser eliminado, derrotado, varrido do mundo dos negócios. Só assim, dizem, iremos respirar tranqüilos.

Mas será que um concorrente é mesmo uma ameaça ou, ao contrário, ele é uma oportunidade?

Michel Porter, consultor americano e um dos mais famosos especialistas em estratégia, diz que um concorrente pode ser as duas coisas. Será uma ameaça quando a empresa não estiver preparada para enfrentá-lo, quando o subestima, quando decide que não precisa fazer nada porque afinal “ele é pequeno”, ou então “ele está apenas começando” ou ainda “ele é novo e desconhecido no mercado e nossos clientes nunca nos abandonariam”.

O problema, nesses casos, é que muitas empresas não estão preparadas para enfrentarem o novo concorrente, ou por acharem que essa concorrência não existe, não crescerá, não é importante ou não poderá causar prejuízos à sua operação.

Isso as leva a acomodação, continuando em sua zona de conforto e deitadas em berço esplêndido, e o resultado é que o concorrente cresce, ganha mercado e pode até desalojá-las de suas posições aparentemente tranqüilas (tranqüilidade que acontece, principalmente, quando elas estão em posição de liderança).

E quando é que o concorrente pode ser uma oportunidade? Quando, frente a possibilidade de enfrentar novos concorrentes, as empresas tratam de melhorar a qualidade de seus produtos e serviços, o atendimento ao cliente ou consumidor, seus canais de comunicação com os mesmos, sua logística de distribuição e, principalmente, melhorar sua pós venda.

É quando a empresa sai de sua zona de conforto para enfrentar de peito aberto a concorrência através da inovação, aperfeiçoando produtos e serviços, agregando mais valor ao seu negócio, que o concorrente deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma grande oportunidade.

Categories: Planejamento, todas

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