CULPADO OU INOCENTE? – PARTE 1

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Certa vez, um homem foi acusado de um crime que não cometeu. Ele sabia que tudo seria feito para condená-lo, pois a população fazia manifestações exigindo isso.

O juiz que presidia o inquérito, que daria a sentença condenando ou inocentando o acusado também estava convencido da culpa do homem e disposto a condená-lo à morte. Simulou um julgamento justo, para que apenas se tivesse a impressão de que tudo tinha transcorrido conforme a lei, mas sua convicção já estava formada. Iria condená-lo.

Ao final do julgamento, disposto a confirmar a condenação do homem, o juiz fez a ele uma proposta que parecia tentadora, já que do ponto de vista do acusado ele seria condenado com toda a certeza. O juiz explicou sua proposta:

– Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “inocente” e em outro pedaço de papel a palavra “culpado”. Você sorteará um dos papeis e aquele que você pegar será o seu veredicto final que eu, como juiz, confirmarei. Você aceita?

O homem, percebendo que se não aceitasse seria considerado culpado, resolveu aceitar, pois viu ai 50% de chance de ser inocentado, o que era melhor do que nada. Aceitou a proposta.

Entretanto, sem o acusado perceber, o juiz escreveu nos dois papéis a palavra “culpado”, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da sentença de morte. Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem. De antemão, ele já estava condenado.

O juiz colocou os dois papéis sobre uma mesa e mandou o acusado escolher um deles. O homem pensou alguns segundos e pressentiu que ali havia uma armadilha preparada pelo juiz. Mas também se sentiu impotente para se livrar daquela situação. O que fazer para se livrar da sentença de morte?

De repente ele teve uma idéia e percebeu qual era a saída para a situação embaraçosa em que estava metido.

Antes de você saber qual foi a idéia salvadora do acusado responda: Se você estivesse no lugar do acusado, o que você faria? Qual seria sua solução para sair dessa difícil situação?

Saiba qual foi a idéia do homem que o salvou da morte proximamente, na parte 2 deste post.

Categories: Planejamento

2 Responses so far.

  1. Paulo Fernandes disse:

    Boa tarde,

    Sempre que posso acompanho o Blog do Professor Gasparetto e gosto muito das matérias.
    Minha solução seria pedir para o próprio Juiz escolher um dos papéis e minha sentença seria a opção contrária do papel escolhido por ele.

    Abracos

    • Pof. Gasparetto disse:

      Prezado Paulo, obrigado pelo apoio.

      Sua resposta também é bem criativa. A única coisa é que o juiz poderia se recusar a escolher, já que o condenado é quem deveria fazer a escolha conforme determinado por ele.

      Mas que uja resposta é criativa não há dúvida. Parabens.

      Um abraço

      Prof. Gasparetto

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