DISPENSAR UM SUBORDINADO
Por Luiz Eduardo Gasparetto

Dispensar um colaborador que trabalha com você é sempre uma tarefa desagradável, mas de vez em quando ela precisa ser feita e você, que é o chefe desse colaborador, é quem deve fazê-lo e não o RH.

O RH vai cuidar da parte legal e burocrática da demissão, mas a parte “física” da comunicação ao dispensado é de sua responsabilidade.

Se uma pessoa não está mais produzindo e você já tentou outros caminhos como sanar eventuais deficiências técnicas, motivá-la etc, então é preciso demiti-la, porque conservá-la seria injusto para com seus outros subordinados que têm que dar duro para compensar esse desempenho deficiente. E isso não é justo com eles.

Quando alguém precisa ir embora, o importante é demiti-lo ou aposentá-lo ou transferi-lo para outra tarefa aonde ele possa se dar bem, para que seu setor possa se desenvolver plenamente.

Alguns gestores costumam se esquivar desse dever de demitir porque, convenhamos, ele é desagradável, mas tirar da organização os colaboradores que na verdade não estão mais colaborando é um estímulo para a organização, tão bom quanto recompensar os que têm excelente desempenho.

Se você o mantém e a empresa tem a política de participação nos lucros, por exemplo, ele participará dessa distribuição e assim você pune os mais capazes para sustentar os inadequados.

Ao demitir, você não precisa ser desnecessariamente cruel. Encontre uma razão justa, mas que permita a ele manter sua dignidade. Assim, ele seguirá em frente sem problemas maiores do que a própria demissão em si.
Se a demissão é necessária, faça-a. Talvez você fique uma ou duas noites sem dormir, mas de estiver certo toda a sua organização ficará mais forte e você também se fortalecerá perante os demais subordinados.

E antes que eu esqueça: nunca, mas nunca mesmo, dê férias a um subordinado para depois demiti-lo na sua volta ao trabalho. Sei que muitas vezes isso é feito para harmonizar o fluxo de caixa, mas a honestidade com a pessoa do colaborador que será demitido vem antes de qualquer coisa.

Deixá-lo sair de férias e gastar um dinheiro que poderia ser melhor aproveitado no período em que estará desempregado é uma desumanidade e nada a justifica.

Categories: Carreira, Gestão, Liderança

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