Educação a distância é “Moleza”!

 “Quero moleza, tirar meu diploma estudando o mínimo, sem esforço.”

Você pode não acreditar, mas a frase acima indica qual é a motivação de alguns alunos que começam um curso a distância, o já conhecido EAD.
Problema: logo nas primeiras aulas ele percebe que cometeu um erro de avaliação, um grande e enorme erro: o de subestimar essa modalidade de ensino aderindo a ela por imaginá-la mais fácil.

Logo no início ele já recebe a apostila, material produzido pelo chamado conteudista. E ele vai precisar ler todo esse material para poder discuti-lo com o tutor nos chats e para interagir com o tutor e com seus colegas de turma no Fórum.

Alem disso, o tutor colocou como material de estudo uma série de artigos e textos que também precisam ser lidos. É material que não acaba mais. E tudo isso deve ser feito em um mês, que é o tempo de duração de uma aula, e lido com muito cuidado porque ao final desse mês o aluno terá que fazer duas avaliações: uma de múltipla escolha com algumas questões (em média são 10) para serem respondidas e mais uma avaliação dissertativa.

Ah, e um detalhe: se nesse mês a aula é composta de duas matérias, multiplique tudo isso por 2, isto é, duas apostilas, dois conjuntos de material de leitura, dois chats e dois Fóruns e, ao final, quatro avaliações, duas para cada matéria.

E quando o aluno pensa que agora a coisa será mais light porque já fez as avaliações e o mês acabou vem uma nova aula, com mais uma ou duas matérias e tudo se repete. E assim vai até o final do curso. Se a duração do curso for de nove meses, por exemplo, tudo isso se repete nove vezes.

Ia esquecendo: o tutor de cada matéria também indica uma bibliografia, que o aluno deve ler para ter a possibilidade de analisar outras idéias e outros conteúdos sobre o assunto que está sendo estudado.

Como é mesmo? Fácil?  Você acha que realmente o EAD é “moleza”?

Mas mesmo não sendo um curso mais fácil em comparação com os cursos presenciais, o que se nota é que as matrículas nos cursos de EAD vêm crescendo cada vez mais. O Censo EAD BR 2012 realizado pela ABED – Associação Brasileira de Ensino à Distância, indica que em 2012 mais de cinco milhões e setecentos mil alunos em todo o Brasil estavam matriculados em cursos à distância das mais diversas categorias. Só em cursos universitários são mais de um milhão. E com certeza, em 2013, esse número aumentou significativamente.

E por que isso? Porque uma coisa é certa: quanto mais difícil o curso, quanto mais se exige do aluno, mais ele aprende. E hoje só o diploma não faz a diferença: é preciso saber.

 

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