Consultoria – ação ou efeito de dar consultas, conselhos ou parecer sobre matéria da sua especialidade. (Dicionário Houaiss)

Assim. qualquer pessoa conhecedora de um determinado assunto que auxilia outra pessoa dando conselhos ou sugestões, está realizando um trabalho chamado de consultoria. E ele é chamado de consultor.

Quando esse trabalho é realizado dentro da empresa é chamado de consultoria organizacional.

Consultor é o profissional que é procurado para dar ou fornecer consultas técnicas ou pareceres a respeito de assuntos ou matéria dentro de sua especialidade, por ser reconhecidamente um especialista no assunto.

Se a consultoria é realizada para uma empresa é um consultor organizacional:

“Consultor de organização é o profissional, qualificado por instrução superior e experiência específica, cuja principal atividade é a prática da consultoria de organização, de forma continuada e nitidamente predominante sobre outras eventuais atividades que porventura exerça.” (Segundo o Código de ética dos consultores de organização).

Para responder a pergunta do título temos que lembrar a diferença entre assessoria e consultoria.

Uma das características da consultoria organizacional é que o consultor não só se envolva no problema como, também, envolva o próprio cliente no diagnóstico da situação que está sendo analisada, envolva-o no levantamento das causas prováveis dos problemas, apresente as alternativas para solução do problema e envolva novamente o cliente na escolha da melhor alternativa e na sua efetiva implementação.

É um trabalho que exige muito conhecimento, experiência e envolvimento.

Mas muitas vezes o consultor interno de R.H. é a pessoa que sabe utilizar as diversas ferramentas que a área oferece para auxílio ao gestor. É o que os clientes internos e os dirigentes da área de R.H. esperam que ele faça. Assim, apesar do título de consultor interno, ele passa a atuar mais como um assessor interno do que um consultor, se especializando em implementar programas específicos da área de R.H. como um plano de cargos e salários, a pesquisa de clima organizacional, realização e avaliação de testes psicológicos etc.

 

Essas atividades de realização de programas técnicos como nos exemplos acima não são tarefas de consultoria, mas sim de assessoria. O especialista no assunto (assessor) vai cuidar da implementação desses programas, mas sem o envolvimento do cliente nessa tarefa. Ele é chamado para implantar ou executar uma determinada atividade, executa e ai termina seu envolvimento.

Nesses casos ele não está prestando serviço de consultoria e sim de assessoria.

Outra característica do trabalho do consultor é sua autonomia, isto é, ele não está subordinado hierarquicamente a ninguém. Ele não tem um “chefe”.

Não é o que acontece com o consultor interno. Ele faz parte de uma estrutura hierárquica, ele tem dentro da empresa um cargo acima ele a quem ele tem que prestar contas. Ele não tem a autonomia que um consultor precisa ter para poder analisar um problema e dar sugestões do que fazer sem nenhum envolvimento.

Por ser na maioria das vezes um assessor e por ter um superior hierárquico a quem presta contas é que o consultor interno de R.H. muitas vezes não é considerado um consultor no sentido puro da palavra, mas um assessor que executa solicitações do cliente interno.

 

Se você deseja saber mais sobre como funciona o trabalho de consultoria externa e interna sugiro a leitura do meu livro “CONSULTORIA INTERNA E EXTERNA COM ÊNFASE EM RECURSOS HUMANOS”, editado pela Editora Phorte.

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