Livros que vale a pena Ler

Por Luiz Eduardo Gasparetto

O mercado editorial oferece excelentes leituras para os mais diversos interesses dos leitores. Destaco alguns livros que li e que recomendo.

A Empresa Verde, de Elisabeth Laville (Editora ÕTE – 2009)

A autora, fundadora da Utopies, empresa francesa que oferece consultoria sobre desenvolvimento sustentável, é considerada a introdutora do debate sobre esse tema na França.

Segundo ela, “é possível criar uma empresa que esteja em harmonia com o mundo que a cerca, uma empresa para a qual o desenvolvimento sustentável seja uma segunda natureza”.

Neste livro, a autora procura demonstrar que uma companhia, independente de seu tamanho ou ramo de atuação, pode ser bem sucedida e também estar comprometida com o desenvolvimento sustentável, conciliando respeito ambiental, justiça social e prosperidade econômica.

Qual é a tua obra: Inquietações sobre gestão, liderança e ética, de Mario Sergio Cortella (Editora Vozes – 2007)

O autor, filósofo, mestre e doutor em Educação e professor-titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião na PUC-SP, faz a proposta de responder-mos a pergunta do título: qual é, afinal, a sua obra? É ser reconhecido? Desenvolver a capacidade de estar sempre aprendendo? Ou talvez seja encontrar-se naquilo que faz? Ser humilde então? Enfrentar o medo da mudança? Enquanto líder, ser capaz de inspirar pessoas, animá-las?

Todas essas perguntas o autor pretende que cada um responda a respeito de si mesmo identificando, finalmente, qual a sua obra.

Se você é um gestor este livro é duplamente recomendado, porque ele mostra as diversas inquietudes de um gestor na liderança de seu pessoal e fala também do maior desafio do líder, tarefa muito mais importante do que qualquer atividade que ele realize: inspirar pessoas.

DELUXE – Como o luxo perdeu o brilho, de Dana Thomas (Editora Campus – 2007)

A autora, escritora e jornalista das revistas Newsweek e New York Times Magazine e que foi professora de jornalismo da The American University of Paris, começa falando de um tempo em que o luxo estava disponível apenas no mundo refinado e aristocrático das grandes fortunas e não era na verdade um produto, mas um estilo de vida.

Em seguida mostra como hoje o setor é administrado por grandes corporações que estão preocupadas com crescimento, visibilidade e, principalmente, lucro e como aqueles produtos feitos à mão por artesãos estão praticamente extintos e quase toda a fabricação foi terceirizada para grandes fábricas.

Mergulha também no lado negro do setor do luxo para descobrir o segredo de grandes marcas como Prada, Gucci e outras. Fala do trabalho em laboratórios localizados no sul da França produzindo para diversas marcas, até fábricas totalmente inadequadas na China e na Índia onde operários colam a etiqueta “made in Italy” ou “made in France” em milhares de bolsas. E não só em produtos falsificados, mas legítimos, produzidos na China para as grandes marcas mundiais.

 

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