O BUTÃO E A QUALIDADE DE VIDA

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Você já ouviu falar do Butão, uma pequena nação asiática localizada no meio da cordilheira do Himalaia e normalmente de acesso difícil para estrangeiros em geral e turistas em particular? Se você é uma pessoa preocupada com o assunto qualidade de vida seria interessante conhecer um pouco mais desse lugar misterioso e interessante e da preocupação de seus dirigentes com esse assunto.

Em 1972 o rei do Butão – Jigme Singye Wangchuck – decidiu: a felicidade de seus súditos era muito mais importante do que a produção econômica e, assim, decidiu instituir uma nova forma de medir o desenvolvimento de um país que fosse mais abrangente do que o utilizado pelas demais nações – o PIB – Produto Interno Bruto, que representa a soma de todas as transações econômicas realizadas.

O PIB se baseia na crença de que a acumulação da produção econômica por um pais leva a um maior bem-estar da sua população, mas pesquisas mostram que após o atingimento de um certo nível de renda o aumento da riqueza não conduz a um correspondente aumento da felicidade.

Os dirigentes do Butão pretendiam aliar aos indicadores econômicos do PIB outros indicadores que medissem, também, a felicidade, o progresso e a alegria do seu povo. Surgiu assim um novo indicador que foi chamado de FIB – Felicidade Interna Bruta, cujo modelo baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade se dá quando o desenvolvimento espiritual e material acontecem lado a lado complementando e reforçando um ao outro.

Para medir esse novo índice utiliza-se um questionário com 150 questões, a ser respondido pelos cidadãos do pais,  que são agrupadas em 4 pilares desmembrados em nove áreas: padrão de vida econômica, critérios de governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico.

Conforme dizem os butaneses, o PIB falha porque não leva em conta os custos ambientais prejudiciais à população decorrentes do seu crescimento, como o corte de árvores em determinadas regiões para transformá-las em pastos para aumentar a criação de gado e, portanto, exportar mais carne. Nesse caso o PIB aumenta, mas o prejuízo para a qualidade de vida é enorme.

Os bons resultados no Butão chamaram a atenção da ONU (Organizações das Nações Unidas), que passou a estudar a implementação do exemplo butanês em outros países, e uma versão internacional está sendo elaborada no Canadá, com aplicação prática prevista para este ano.
O que se avalia no FIB

1. Padrão de vida econômica

2. Educação de qualidade

3. Saúde

4. Expectativa de vida e longevidade comunitária

5. Proteção ambiental

6. Acesso à cultura

7. Bons critérios de governança

8. Gerenciamento equilibrado do tempo

9. Bem-estar psicológico.

 

Se tiver interesse no assunto qualidade de vida sugiro que você procure saber um pouco mais sobre o Butão e seu índice de Felicidade Interna Bruta.

Categories: Qualidade de Vida

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