O Gestor e a Responsabilidade Social

Por Luiz Eduardo Gasparetto

É impressionante o estrago causado durante anos por muitas empresas ao nosso meio ambiente, destruindo florestas, poluindo rios e o ar, intoxicando nossa comida e causando, com isso, mortes, doenças diversas, deficiências físicas e fome.
Mais impressionante do que isso só mesmo a “cara de pau” dessas empresas ao justificarem que tudo o que foi feito o foi para o bem da humanidade, para preservar empregos, para alimentar as pessoas. Ah sim, e também para aumentar os lucros naturalmente, mas isso na verdade “não era o mais importante”.

Elas chegam ao cúmulo da safadeza ao dizerem que, agora, estão mesmo dispostas a repararem todos os erros cometidos e, para isso, se comprometem a plantar meia dúzia de árvores, a cuidar da grama no canteiro da avenida (apenas a parte que está em frente a empresa, lógico) e contribuir com entidades de proteção ambiental, destinando-lhes uma pequena (mas bem pequena mesmo) parcela do lucro.
Com isso elas acreditam (será que acreditam mesmo?) que estão pagando uma dívida acumulada durante anos para com a comunidade e transformando suas empresas em organizações socialmente responsáveis.
É preciso que os gestores entendam que a preocupação com a realização de ações concretas realizadas por parte das empresas, ligadas à responsabilidade social, é uma tendência irreversível e não um movimento passageiro na sociedade moderna e que ficar à margem desse movimento de sustentabilidade irá com certeza comprometer a imagem e os lucros das organizações.
Os consumidores já entenderam que empresas que não se preocupam com a manutenção do meio ambiente para privilegiar sua produção e seus ganhos, agredindo-o de maneira constante, são empresas cujos administradores não privilegiam a ética e a moral e colocam em risco o futuro não só de suas empresas, mas de todo o planeta.
É evidente que não estou sugerindo aos gestores esquecerem que seu objetivo primeiro é proporcionar aos acionistas o retorno do capital investido e a maximização do valor da empresa, mas estou dizendo que isso pode ser feito com uma preocupação efetiva com a preservação dos recursos naturais.
O mercado tem se mostrado bastante vigilante a respeito das ações dos gestores da empresa e como conseqüência tem procurado “punir” de alguma maneira aqueles que mostram não possuir a preocupação com a responsabilidade social estampadaem sua Missãoe Visão e praticada no dia a dia.
Hoje, a responsabilidade social está se tornando um diferencial estratégico para as empresas e um referencial para os gestores que a praticam e permitindo que estes conquistem pontos junto ao mercado em que atuam e a comunidade onde estão inseridos. No futuro, mais do que diferencial estratégico, será uma obrigação.
A gestão com responsabilidade social é um processo irreversível e deve fazer parte do Plano de Negócios de uma empresa e cabe aos gestores conscientizarem disso todos nas organizações e também se tornarem articuladores dessa mudança de mentalidade, se quiserem que suas empresas e suas carreiras estejam em processo de ascensão.

Categories: Planejamento

4 Responses so far.

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  2. Uau! Este deve ser um dos websites mais relevantes que eu descobri sobre este tema. Post claro e informativo. Parabéns!

  3. Silvana disse:

    Muito relevante seu post! Concordo com você, as empresas podem sim ter o retorno do seu capital investido sem agredir e punir os recursos naturais!
    http://www.redefap.com.br/index.php/rede/groups/viewgroup/7-poder-local–sustentabilidade–responsabilidade-social-

  4. Eu adorei deste artigo. Eu tava buscando na web justamente sobre este conteúdo. Valeu!

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