O MEDO DE AVALIAR O DESEMPENHO

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Sabemos muito bem que avaliar o desempenho de um colaborador não é uma habilidade natural do gestor, isto é, ele precisa adquiri-la, mas na verdade muitos avaliadores nunca a adquirem.

E por causa disso eles dizem que não gostam de avaliar, que não veem necessidade disso, que já avaliam no dia a dia do trabalho, mas dão essas e outras desculpas apenas por um motivo: porque não sabem como fazê-lo. A culpa não é totalmente deles, porque muitos nunca foram treinados para essa tarefa difícil, mas necessária.

Também existe um outro motivo para esse receio que muitos gestores têm de avaliar o desempenho. Eles não revelam esse motivo, mas ele também é responsável por esse medo: atrás de desculpas como “não avalio porque meu pessoal têm medo da avaliação” ou então “tenho medo de cometer injustiças” ou até mesmo  “não sou Deus para julgar alguém“ (quem nunca ouviu uma dessas frases ou algo parecido?), há outra coisa muito diferente.

O que existe na realidade por trás dessas desculpas é: TODAS AS VEZES QUE EU AVALIAR UM SUBORDINADO, EU TAMBÉM ESTAREI  ME AVALIANDO. É como se o gestor dissesse: “é assim que meu subordinado está fazendo seu trabalho e, como eu sou o chefe dele, isso também indica COMO EU estou fazendo o meu trabalho”.

Naturalmente um gestor só deve temer a avaliação do desempenho de um subordinado se ele a faz mal feita, porque as consequências poderão ser desastrosas. Mas basta ele se certificar que essa avaliação pode ser bem feita, sintir que isso é necessário e se preparar de forma adequada e saiber exatamente o que fazer, para que a avaliação do desempenho só traga vantagens para o avaliado, o avaliador e a empresa.

Categories: Gestão, todas

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