Quem Disse Que eu Quero ser Chefe?

Por Luiz Eduardo Gasparetto

Existe em boa parte das pessoas na empresa a vontade de se desenvolver profissionalmente, e isso pode ser feito entre outras maneiras através das promoções.

Muitos se esforçam para serem promovidos: vão estudar, se oferecem para fazer trabalhos diversos no sentido de aprender mais, aceitam transferências para outros setores ou filiais. Tudo isso para que sejam vistos dentro da empresa e indicados para uma promoção. E para que, com a promoção, recebam aumentos e ganhem status. Principalmente se promovidos para cargo de chefia.

Mas não são todos que querem participar dessa verdadeira maratona que é o caminho da promoção e de um cargo de liderança. Dentro da empresa existem muitos bons profissionais que não querem ser promovidos, não querem ser chefes. Querem continuar a ser executores, bons executores, mas apenas isso.

Muitas vezes a empresa não percebe que esses profissionais gostam mais de por a mão na massa, de estarem no centro da ação, do que orientar e preparar outras pessoas para fazerem isso. E ai vem a insistência, muitas vezes do RH, para que eles se candidatem a promoções para cargos de chefia.

Nada pior para um colaborador que não quer ser chefe do que ter que passar por situação como essa, de recusar uma eventual promoção a um cargo de chefia porque ele deseja mesmo é ser um executor. E alem do mais sempre fica na empresa a imagem de que uma promoção foi recusada e assim ele não parece ser uma pessoa “confiável”. Isso pode selar seu destino profissional naquela empresa.

Para minimizar essa situação muitas empresas adotam a chamada carreira em Y, que de certa maneira recompensa financeiramente aqueles profissionais excelentes que não querem ser chefes, mas apenas técnicos especializados.

Em próximo post falarei sobre o que é e como funciona o sistema de carreira em Y.

Categories: Gestão, todas

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