SUSTENTABILIDADE NÃO SIGNIFICA DEIXAR DE USAR:

SIGNIFICA USAR COM CONSCIÊNCIA

 Gêneses, 2, 15-17

Então o Senhor Deus pôs o homem no Jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. E o Senhor deu ao homem a seguinte ordem:

– Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore, pois no dia em que você a comer, certamente morrerá”.

Muitas pessoas acreditam que sustentabilidade significa não se valer dos bens da natureza para promover o desenvolvimento humano. Naturalmente isso não é verdade.

O homem precisa dos recursos naturais para seu desenvolvimento pessoal nos campos econômico e social e deve, sim, utilizá-los. Mas utilizá-los com parcimônia, procurando economizá-los e, se possível, providenciando sua renovação.

Em outras palavras, ao explorar os recursos naturais o homem procura satisfazer as suas necessidades atuais, mas deve se preocupar, também, com a preservação desses recursos para que as gerações futuras também possam se beneficiar deles.

De acordo com o ex-frei Leonardo Boff, doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique (1970):

“Sustentável é a sociedade ou o planeta que produz o suficiente para si e para os seres dos ecossistemas onde ela se situa; que toma da natureza somente o que ela pode repor, que mostra um sentido de solidariedade generacional, ao preservar para as sociedades futuras os recursos naturais de que elas precisarão”.

Mas será possível às empresas de hoje atenderem aos desejos cada vez maiores e mais amplos de uma sociedade que quer consumir muito ao mesmo tempo que preserva os recursos naturais e o meio ambiente?

A resposta é NÃO se nossa sociedade continuar com essa cultura do consumismo, onde o ter é mais importante do que o ser e onde as empresas procuram satisfazer essas necessidades por novidades expandindo produtos e serviços oferecidos.

A resposta é SIM se houver por parte da sociedade a difusão cada vez maior do consumo consciente através de se viver uma vida mais simples, não necessariamente uma vida como a vivida por São Francisco Xavier, mas sim uma vida confortável, mas sem exageros.

Também precisamos lembrar que hoje a preocupação com sustentabilidade nas empresas não é uma opção, mas sim uma necessidade, porque quem está exigindo isso são os próprios consumidores e a sociedade. Atuar de maneira sustentável passa a ser um diferencial estratégico das empresas cada vez mais valorizado.

A empresa continua com o objetivo de maximizar o seu valor obtendo com isso lucro para o acionista, mas também se preocupa em eliminar os efeitos nocivos que suas atividades possam estar causando para o meio ambiente.

Em resumo, ou ela se compromete com a sustentabilidade ou, logo, estará fora do mercado.

Aos interessados no assunto, e imagino que todos nós temos que estar nessa categoria, sugiro acompanhar os debates e apresentações da conferência das Nações Unidas Rio+20 aser realizada no mês de junho.

E também uma consulta apo site www.simplicidadevoluntária.com.br.

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