VOCÊ E SUA CARREIRA: UNIDOS ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE?

Por Luiz Eduardo Gasparetto

 Assim como os casamentos de antigamente, a carreira também era vista como algo definitivo, para sempre, sem volta e que, após definida, não podia ser mudada. Se você encontrasse sua “cara metade” (cônjuge ou carreira) ótimo, porque ai seria feliz para sempre. Caso contrário agüente com classe, porque afinal foi o que você escolheu.

Essa era uma situação no mínimo injusta, pelo menos no que diz respeito a carreira, porque a escolha era feita por um jovem ainda imaturo, que pouco conhecia da vida do trabalho e das empresas e poucas muitas vezes tinha poucas informações do que fazia realmente o profissional ligado à carreira que escolheu.

Uma decisão difícil e que dava ao jovem apenas uma chance para “acertar na mosca” e fazer a escolha certa. Alguns acertavam mesmo e viviam felizes com a carreira escolhida. Para outros, entretanto, a escolha se tornava um verdadeiro tormento, mas era algo do qual ele não podia se livrar.

Quantos, ao terminarem uma faculdade ou um curso técnico percebiam que a escolha tinha sido mal feita? Quantos se frustravam com a carreira escolhida? Quantos se transformavam em profissionais sem expectativas, sem futuro, apenas cumprindo seu dever e sonhando com o momento da libertação, que viria um dia através da aposentadoria?

Conformavam-se com a situação, eram profissionais desmotivados e infelizes com uma carreira que não lhes dava nenhuma satisfação.

Hoje, felizmente, a visão que se tem de carreira é muito mais flexível, mutável e que pode, a qualquer momento, mudar seu rumo para atender o interesse e a motivação do seu “dono”. Sim, porque você é, hoje, o “dono” da sua carreira.

Hoje a carreira não é considerada como algo que nos engessa, mas sim como um caminho que nos permite desenvolver nossas competências, nossas motivações, nosso desejo de dar sentido a nossa vida. Por isso ela pode (e em alguns casos deve) mudar de rumo sempre que desejarmos.

Se você está no momento de escolher uma carreira, ou então está insatisfeito com a carreira que escolheu, é hora de se perguntar: “o que eu quero para minha vida” ou então “como eu gostaria de viver a minha vida”? Minha carreira tem me ajudado a realizar essas intenções? A resposta a essas perguntas vai facilitar sua escolha ou a decisão de mudar de rumo.

Não podemos esquecer que a carreira está diretamente ligada à qualidade de vida, porque nada atrapalha mais a qualidade da sua vida do que um trabalho entediante, desmotivador, realizado dia após dia sempre da mesma maneira.

Se você está naquela situação do pai que chega do trabalho e o filho lhe pergunta: “pai, você está vindo de onde?” e sua vontade é responder “do inferno meu filho estou vindo do inferno” pense se não é hora de reavaliar sua escolha e de, quem sabe, trocar de carreira.

E se você está começando agora, faça as mesmas perguntas acima e procure escolher a carreira que lhe permitirá dar respostas positivas para as questões.

E mais uma coisa: quem deve cuidar da sua carreira é você: esta é uma tarefa que não deve ser delegada a ninguém ou a nenhuma empresa porque ninguém, a não ser você, o maior interessado, pode encontrar o melhor caminho para realizar seus sonhos.

One Response so far.

  1. Kayla Stanley disse:

    E arcam com o estresse que lhes cabe, e que varia, de indivÃ

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